Aqui está registrada
a vida de uma mãe e sua filha... um par.
Esse par acredita que o objetivo da vida
não é “encontrar”a felicidade,
pois ela não está escondida em lugar nenhum.
Está ao nosso lado, sob as nossas vistas,
o tempo todo.
A felicidade está nas coisas simples da vida.
Está no cheirinho de café que invade a casa pela manhã;
no sorriso largo e sincero do bebê que acabou de acordar;
no telefonema que recebemos de um amigo verdadeiro...
Isso é felicidade.
Esse par gosta muito de guardar em caixinhas pequenas
coisas que façam lembrar dos momentos de felicidade – sejam cartinhas, cartões, convites, flores secas, guardanapos escritos ou qualquer outro objeto.
Entretanto, há muitas coisas que não podem ser guardadas em caixinhas... como as nossas memórias.
Então, o melhor meio de registrá-las
é escrevendo sobre elas,
para que o momento que queremos guardar fique eternizado naquelas palavras.
Pensando nisso, criamos esse blog,
com o objetivo de guardar nessa “caixinha virtual” as melhores memórias das nossas vidas.
Fiquem à vontade para mexer em nossa caixinha!
A neném
A nossa tão amada
princesinha Amelie
nasceu em 24 de outubro de 2005,
às 15h16m (16h16m no horário de Brasília), em Natal/RN.
Carioca por parte de mãe
e potiguar por parte de pai,
é uma gatinha super simpática e meiguinha,
cujas histórias vocês podem ler
aqui neste blog!
Esse foi o meu melhor dia das mães até agora! A loirinha já está "gande" e entendeu perfeitamente que era um dia para se comemorar a existência das mamães. Nas duas últimas semanas ela vinha ensaiando a apresentação da escolinha, mas como a tia disse que era segredo secretíssimo, ela não deixou vazar nenhuma informação. E olha que até chantagem eu fiz! Quando eu perguntava como era a música, era fazia "brrr" com a língua, deixando bem claro que não diria. Depois eu comecei a perguntar como era a letra da música e ela respondia: "Não sei, só quem sabe é a Maria Luísa". A muito custo eu consegui que, na véspera da apresentação, ela me dissesse que colocaria a mãozinha no coração na hora de cantar.
Fui para a festinha achando que seria aquele fiasco, que a loirinha ficaria paradona no palco ou, pior, choraria para não se apresentar, já que ela anda bem tímida com estranhos.
Levei a máquina digital e avisei à fotógrafa que ela poderia tirar fotos da Nininha como se eu não estivesse ali, porque na hora H eu somente filmaria. Levei 4 pilhas extras, porque já cansei de perder momentos da Am por falta de pilha! Na hora da apresentação, a coisa mais linda do mundo: aqueles ex-bebês todos no palco, radiantes de felicidade! A Amelie foi a que mais cantou, a danada sabia a letra todinha e ainda ficou fazendo as coreografias. Quando acabou a música, foi a primeira a puxar as palmas da platéia, gritando "êeeeeee" enquanto batia palminhas freneticamente! rsrs! Filmei tudo, dando zoom no rostinho dela, mostrando as mãozinhas fazendo a coreografia, pegando o restante da turma... Quando desceu do palco, ela foi logo pedindo para ver o filme e, surpresa! Não filmou nada, só 2 segundos. O cartão da máquina encheu e o alarme não disparou (a máquina tem um alarmezinho que alerta quando o cartão enche). Ou o alarme disparou e eu estava tão encantada com a cena que não ouvi. Só sei que tive vontade de jogar a máquina na parede, de tanta raiva que tive! E raiva de mim mesma, por não ter esvaziado o cartão antes da festa (o cartão tem 4Gb, o meu erro foi acreditar que ainda tinha espaço, sem verificar a porcentagem de preenchimento do cartão).
Duas mães filmaram e já consegui falar com uma delas para pedir o filme, mas não sei se vai atender meu pedido... :S
Ontem, no dia das mães, ela me acordou com beijos e abraços, dizendo parabéns e falando para o pai: "Vamos cantar parabéns pra mamãe?"! Passou o dia todo supercarinhosa, me abraçando e beijando. Ao me dar um abraço na casa dos pais do Marcos, chegou a me derrubar no chão! rsrs! Ela tem andado mais carinhosa ultimamente, acho que está vencendo a barreira da vergonha. Eu também sou assim, até hoje tenho vergonha de abraçar meus pais, e espero que ela não fique igual!
Acho que tem ajudado também o fato de eu ter parado definitivamente de dar tapinhas nela. Como ela tinha aquela coisa de me bater e/ou morder, eu passei a dar tapinhas sempre que ela fazia isso (dependendo da gravidade, às vezes soltava o tapinha na coxa mesmo, ao invés de bater na mão). Só que vi que aquilo não levava a lugar algum. Como dizer que é errado bater se eu bato também , né? Sem contar que ela nem ligava mais, não esboçava a menor reação e por vezes ainda ficava pior depois do tapa. Há uns 2 meses eu parei definitivamente com isso. Quando ela vinha tentar me bater, eu segurava as mãozinhas dela e arrumava outra forma de educá-la. Ela tentou bater no pai com um boneco e eu briguei, disse que era muito feio, que o papaizinho não merecia isso e que, como castigo, ela ficaria sem o boneco. Peguei e guardei o boneco na parte mais alta da estante. Ela chorou tanto, parecia que estava levando uma surra de cinto! rsrs! Depois correu até o pai, segurou sua mão e, aos prantos, ficou pedindo desculpas. "Deixa eu dar beijinho, papai", e as lágrimas escorrendo pelo rosto! Depois disso ela parou de vez com aquela mania de bater (que até já tinha diminuído muito depois que passei a dar os tais tapinhas). Vez ou outra, quando está com muita, mas muita raiva, ela levanta a mão para mim, mas na mesma hora eu digo "Não bate em mim, porque eu não bato em você". É incrível, mas ela abaixa a mãozinha ao ouvir isso.
Está apaixonada por Chico Science, é uma graça! Ouviu a música Maracatu Atômico na casa da minha mãe e agora vive cantando "Manamauê... eia, aê! Tem um beija-flor, beija-flor, beija-flor"! rsrs! Não posso mais tirar o CD do carro, porque antes mesmo de entrar ela já vai pedindo "É manamauê? Bota manamauê, mamãe"!
E a última gracinha dela que me lembro foi no sábado à tarde. Acordou da soneca com um humor daqueles e foi direto para a cadeirinha para ver um DVD. Preparei sua mamadeira e voltei para a sala puxando conversa, bem animada. Mal pegou o leitinho, ela já foi logo dizendo: "Sai daqui, mamãe, não quero conversar... Eu tô tirrível"! rsrs!!! Mas em menos de 10 minutos ela já gritou da sala avisando que eu podia voltar! rsrs! Tem dias que ela acorda com tanto bom-humor que já sai da cama rindo, mas que tem dias que não tem quem aguente! Sorte que ela mesma já sabe disso e avisa! rs!